Atualizações de outubro, 2017 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • Rogerio Delai 09:41 em 15/10/2017 Link permanente | Resposta
    Tags: Embraer, Santa Helena   

    Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h 

    ilha de Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico Sul, conhecida por ter sido o exílio de Napoleão Bonaparte, não podia ter voos comerciais por causa de seus ventos fortes de até 90 km/h.

    Isso vai mudar neste sábado, e com a ajuda de um avião brasileiro. A única aeronave que provou ter condições de fazer essa ligação comercial com segurança foi o E190, da fabricante brasileira Embraer.

     

    O aeroporto de Santa Helena foi concluído em meados do ano passado após investimentos de 285 milhões de libras esterlinas (R$ 1,2 bilhão). No entanto, logo após a entrega das obras, ele chegou a ser chamado de “o aeroporto mais inútil do mundo”.

    Neste sábado (14), a ilha de Santa Helena recebe o primeiro voo da companhia aérea Airlink, um subsidiária da South African Airways, com um avião Embraer 190. A rota parte de Johannesburgo, na África do Sul, e faz uma escala em Windhoek, na Namíbia.

    Aeroporto foi considerado inseguro por causa dos vento

    Nos primeiros testes realizados com um Boeing 737-800 da companhia aérea Comair, uma subsidiária da British Airways, as fortes rajadas de vento próximas à cabeceira da pista fizeram com que a companhia desistisse de voar para a ilha. Os pilotos do voo de teste tiveram de fazer três arremetidas até conseguirem pousar somente na quarta tentativa.

    No relatório apresentado, os pilotos afirmaram que o aeroporto local não apresentava as condições mínimas de segurança para a operação de voos comerciais regulares.

    A pista de 1.950 metros foi construída no alto de uma montanha entre dois rochedos. Isso faz com que a área final da aproximação para o pouso tenha fortes rajadas de vento, que mudam constantemente de direção e velocidade e podem chegar a mais de 90 km/h.

    Vídeo da Embraer mostra como o E190 domou os ventos


    Pilotos brasileiros decidiram desafiar os ventos

    Os pilotos brasileiros da Embraer, no entanto, avaliaram que o jato produzido pela fabricante brasileira tinha condições de operar com segurança na ilha. O comandante Guilherme de Miranda Cará, diretor de treinamento e operações de voo da Embraer, decidiu utilizar o primeiro protótipo do Embraer 190 para fazer testes na ilha. “A gente sabia que tinha o avião ideal para voar ali”, afirma.

    Antes de decolar rumo à ilha de Santa Helena, toda a equipe de testes fez diversos voos nos simuladores do avião, reproduzindo as mesmas condições que encontrariam no local. Depois de concluir o treinamento, a equipe do comandante Cará partiu de Recife (PE) com destino à ilha de Santa Helena.

    O avião utilizado estava equipado com diversos sensores para captar todos os dados necessários para uma análise precisa sobre as condições de pouso no aeroporto local. Durante os testes, foram feitos 12 pousos. Algumas arremetidas foram feitas apenas para coleta de dados.

    “Fomos muito bem preparados, e os dados coletados mostraram que é possível operar com segurança. Provamos com dados, e deixou de ser apenas uma opinião dos pilotos. Mas, realmente, é um aeroporto que exige uma condição especial”, afirma o comandante Cará.

    Antes dos testes feitos pela Embraer, a Airlink não tinha nenhum avião Embraer 190, apenas do modelo Embraer 145. Com a possibilidade de voar para a ilha de Santa Helena, a empresa adquiriu 13 aviões do modelo 190, que também serão utilizados em outras rotas da empresa. “Mas, com certeza, isso foi um diferencial importante”, afirma Cará.

    Um avião “esportivo”

    O comandante afirma que as operações com o avião brasileiro foram possíveis em virtude de algumas características particulares do Embraer 190. “Nosso avião é extremamente fácil de operar e com muita performance e potência disponível. Ele tem uma pilotagem que eu diria que é quase esportiva”, diz.

    Os aviões devem pousar sempre com o vento de frente. Com ventos traseiros, há diversas restrições, pois os aviões devem se aproximar com velocidade maior em relação ao solo e têm mais dificuldade para frear. Nessas condições, normalmente, os ventos não podem ser superiores a 18 km/h. No caso do Embraer 190, o avião pode pousar com ventos traseiros de até 28 km/h.

    Com isso, caso encontre rajadas de vento muito fortes em uma cabeceira, os pilotos têm mais condições de inverter o sentido da aproximação e pousar pela cabeceira oposta. No caso do aeroporto de Santa Helena, é justamente a cabeceira que tem a predominância dos ventos frontais a que tem mais rajadas de ventos causadas pelo relevo do terreno.

    Outro ponto apontado pelo comandante Cará como diferencial do Embraer 190 para pousar no aeroporto de Santa Helena é o sistema de controle de potência dos motores, que permite que os comandos manuais dos pilotos se sobreponham ao controle automático. “Isso permite uma resposta mais rápida e foi fundamental para o avião receber a autorização para pousar em Santa Helena”, afirma.
    Airlink comprou 13 aviões do modelo E190 (foto: Divulgação)

    Mudanças nos procedimentos de pouso

    Para pousar na ilha de Santa Helena, os pilotos da companhia aérea Airlink também tiveram de receber um treinamento especial. O aeroporto local é classificado com de categoria C, o que exige uma preparação diferente dos pilotos. Outros aeroportos de categoria C são Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas, em São Paulo, e London City, em Londres, na Inglaterra.

    Para a operação em Santa Helena, os pilotos da Embraer determinaram algumas modificações nos procedimentos de aproximação para pouso. A descida, por exemplo, deve ser realizada com um ângulo maior. “Isso faz com que o avião passe por cima das zonas de turbulência”, afirma o comandante Cará.

    Outra mudança está relacionada ao desligamento do piloto automático do avião. Normalmente, ele é desligado somente alguns segundos antes do pouso. Em Santa Helena, a determinação da Embraer é que os pilotos assumam os controles do avião no início do procedimento de aproximação para o pouso, de três a quatro minutos antes do pouso. A intenção é que o piloto não seja pego de surpresa caso tenha de fazer alguma manobra em função das rajadas de vento.

    A preparação dos pilotos da companhia aérea Airlink pode ser feita nos centros de treinamento da Embraer em São José dos Campos (SP), em Nashville, nos Estados Unidos, ou em Lisboa, em Portugal. No primeiro semestre do ano que vem, a empresa vai abrir um novo centro de treinamento em Johannesburgo. O projeto está sendo feito em parceria com a própria Airlink.

    A ilha de Napoleão

    A ilha de Santa Helena é conhecida por ter servido de exílio a Napoleão Bonaparte após ser derrotado na batalha de Waterloo. A casa onde ele morou — com o mobiliário original — é uma das principais atrações turísticas da ilha.

    Durante séculos, a ilha viveu isolada do mundo. O único acesso possível era feito pelo navio St. Helena, do Royal Mail, que leva cerca de cinco dias para chegar à ilha. Nas próximas semanas, a ilha também deve ganhar seu primeiro hotel de luxo.

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  • Rogerio Delai 10:13 em 27/06/2017 Link permanente | Resposta
    Tags: Continental, Mar, Plataforma   

    A corrida pela soberania e pelos bilhões do leito dos oceanos 

    Geopolítica dos oceanos

    Ao redor do mundo, diversos países estão reivindicando soberania sobre áreas de difícil acesso no fundo dos oceanos. Por quê?

    No século 20, por exemplo, missões para chegar ao Polo Sul foram financiadas por investidores privados, com olhos nos benefícios da futura exploração dessas áreas desconhecidas.

    Mas o aspecto geopolítico sobre os oceanos só ganhou força em 1945, quando o então presidente dos EUA, Harry Truman, reivindicou a totalidade da plataforma continental adjacente ao país. O Brasil fez o mesmo em 1970, elevando seu mar territorial para 200 milhas náuticas.

    Em 1982, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) criou uma série de “estágios”, que incluem o mar territorial (12 milhas), zona contígua, zona econômica exclusiva (até 200 milhas) e uma “plataforma continental ampliada”, permitindo que os países reivindiquem direitos econômicos sobre sua plataforma continental até um limite de 350 milhas marítimas – em 4 de janeiro de 1993, o governo brasileiro sancionou a Lei nº 8.617, que tornou os limites marítimos brasileiros coerentes com os limites preconizados pela CNUDM.

    Simbolicamente, em 2007, a Rússia usou um submarino-robô para fincar uma bandeira no fundo do mar abaixo do Polo Norte.

    O LEPLAC (Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira) foi instituído em 1989 para estabelecer o limite além das 200 milhas no qual o Brasil irá reivindicar soberania. [Imagem: Comissão Interministerial para os Recursos do Mar]

    E o objetivo é quase sempre o mesmo dos financiadores dos primeiros exploradores: os interesses econômicos nos oceanos, no fundo oceânico e no que vier abaixo dele – como o petróleo do pré-sal, por exemplo.

    Mineração oceânica

    Apenas 5% do leito oceânico, que cobre cerca de 60% da superfície da Terra, foi explorado até agora. A luz não chega às profundezas, que vivem na escuridão, em temperaturas perto de zero.

    Cada missão exploratória revelou estruturas frágeis e animais nunca antes vistos. Mas empresas e governos estão de olho em minerais que potencialmente podem valer bilhões. Nos últimos anos, houve grande avanço na tecnologia para mapear e extrair esses recursos – incluindo a construção de equipamentos robóticos capazes de operar em grandes profundidades.

    Com isto, a mineração marinha, ideia que data dos anos 1960, pode se tornar realidade já na próxima década.

    No solo oceânico há, por exemplo, cobre, níquel e cobalto em grandes concentrações, assim como depósitos de metais estratégicos, como é o caso dos chamados elementos de terras raras, usados em tecnologias como chips de memória, baterias para carros elétricos e ímãs superfortes para discos rígidos e turbinas eólicas.

    Estima-se que apenas algumas montanhas no fundo do Pacífico contenham 22 vezes mais telúrio, elemento usado em painéis de energia solar, do que em todas as reservas terrestres conhecidas.

    O monte submarino Tropic, próximo às Ilhas Canárias, tem 3 mil metros de altura e uma enorme reserva de terras raras. [Imagem: NOC]

    Meio ambiente

    Até o momento, esses recursos minerais estão sendo apenas localizados, não extraídos. E há sérios obstáculos a superar para sua exploração comercial continuada.

    O equipamento precisa funcionar em profundidades de 5 mil metros, onde a pressão é 500 vezes maior que na superfície, apenas para começar a escavar. A atual tecnologia de mineração profunda permite apenas a operação em regiões de mil metros debaixo d´água.

    As regras para a exploração do fundo dos oceanos ainda não foram estipuladas, mas os interessados terão que demonstrar que avaliaram o impacto ambiental das operações e os planos de contingência para efeitos das atividades.

    O grande problema é que o conhecimento humano sobre esses ambientes é limitado, o que dirá a compreensão sobre os efeitos de sua exploração para a extração de recursos.

    Esta é a maior máquina da mina oceânica Solwara-1, ao largo de Papua Nova Guiné. [Imagem: Nautilus Minerals]

    Um consórcio internacional de cientistas começou recentemente a tentar medir o impacto ambiental da escavação do leito oceânico. Os especialistas temem que isso possa afetar muitas formas de vida e mesmo a capacidade dos oceanos de fornecer alimento e absorver dióxido de carbono da atmosfera.
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  • Rogerio Delai 10:19 em 30/05/2017 Link permanente | Resposta
    Tags: KC-390   

    KC-390 O brasil da excelência 

    Durante a LAAD 2017 o Cucaracha recebeu um convite exclusivo: junto com a nata da imprensa mundial especializada em Segurança e Defesa fomos convidados para ver de perto o Brasil Que Dá Certo, o KC-390, avião de transporte militar da Embraer.

    Nosso destino era o Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos. Tivemos a oportunidade de entrar, tocar nas cordas dos ganchos dos paraquedistas, chegar na porta para descer e tive um momento de percepção. Por uma ínfima fração de segundo tive a mesma visão das tropas da Easy Company. Mais de 60 anos atrás garotos muito mais jovens e corajosos do que eu saltaram na escuridão, de uma porta exatamente como aquela.

    A estrela do dia lançará paraquedistas em futuras missões, levará blindados, suprimentos, fará missões de resgate, vigilância e ajuda humanitária, com custo e versatilidade imbatíveis. É o KC-390, um projeto que começou a ser pensado em 2008. Isso mesmo, se você não tem datilógrafos na sua folha de pagamento, você consegue criar uma aeronave topo de linha em 10 anos.
    E topo de linha define o que o KC-390 é. Vejamos a ficha:
    Tripulação: 2
    Carga: 80 passageiros ou 64 paraquedistas totalmente equipados ou 6 pallets padrão ou 74 feridos em macas ou 3 Hummers ou um sistema de mísseis Astros II. Ou uns 4 blogueiros.

    O compartimento de carga é imenso, mas só pudemos fotografar da metade para trás, há vários equipamentos Top Secret que a Embraer pediu pra gente não divulgar, então não adianta a KGB ou a Inteligência Chinesa tentarem me fazer falar e — UM CHEQUE DE QUANTO, CAMARADA?

    Aquele chão é todo reversível, em segundos você muda de suportes para pallets roletes e ganchos. O KC-390 também tem guinchos auxiliares, facilitando o embarque mesmo se não houver infraestrutura funcional no local de pouso. Veículos avariados também podem ser rebocados para dentro, mas a facilidade tecnológica que fará os aviadores amarem o KC-390 é algo muito raro, quase inédito em aviação militar

    O cockpit, que se chega através de uma escadinha é um show à parte. Sistemas aviônicos da Rockwell Collins, controle de vôo fly by wire da BAE Systems, só o filé. A Embraer e a FAB fizeram uma lista de todas as características que tornariam mais fácil e eficiente a vida de um piloto de transporte, e saiu isto:

    Como você pode reparar, não tem coluna de manche. Ele é fly by wire, comandado por aquele joystick no canto da imagem. Sim, se você for piloto e destro se vire para voar com a mão errada.

    O KC-390 tem autonomia de 5.050 km com carga de 14 toneladas. Se levar a carga máxima de 26 toneladas, consegue voar 2.111 km. Com tanques externos e sem carga a autonomia chega a 8.520 km, o que o coloca capaz de atingir qualquer teatro operacional do mundo.

    Isso tudo, claro, sem reabastecimento. O KC-390 é versátil e funciona como posto de gasolina aéreo para outras aeronaves, mas ele mesmo pode ser reabastecido, através da sonda frontal:

    Empurrando esse bichão temos dois motores turbofan IAE V2500-E5, cada um produzindo 31.330 lbf. É da mesma família de motores usados no Airbus A320. Elas consegue fazer o KC-390 decolar com um peso máximo de 81 toneladas (no A320 são 78) e voar a uma velocidade máxima de 850 km/h.

    O KC-390 está em fase de demonstração e certificação, sendo checado avaliado carimbado pela FAB em todos os cenários possíveis, mas antes mesmo disso já foram encomendados 28 unidades, e o pessoal da Força Aérea já mandou tomarem cuidado com os dois protótipos, pois após o processo de certificação ela quer os dois também.

    Isso não costuma acontecer, protótipos em geral são a base em cima da qual melhorias e refinamentos são feitos, mas no KC-390 a reclamar acho que só a cor dos assentos e a playlist do MP3 player de bordo.

    Algo que me impressionou foi perceber que o KC-390 é repleto de sensores. Fora os tradicionais como os bons e velhos tubos de pitot, ele tem toneladas de câmeras e medidores e outras coisas esquisitas por toda a fuselagem. Acontece muito, muito processamento nos bastidores.

    Fora as intenções de compra, o KC-390 já conta com 60 propostas firmes, e esse número só tende a aumentar, com os Hércules C-130 chegando no fim de sua vida útil, afinal o modelo mais avançado, ainda em produção é o C-130J e ele foi lançado na década de 1990.

    O KC-390 ainda será muito visto por aí, seja olhando pra cima seja nos noticiários. É uma aeronave magnífica, uma prova de que mesmo no meio dessa imensa e deprimente bagunça que é o Brasil, se um grupo decidir buscar por excelência consegue produzir tecnologia de altíssima qualidade. É um avião que você aponta pra bandeira, e fala com orgulho “é isso aí, é brasileiro sim, motherfucker e se não gostou cuidado, ele leva fácil uma MOAB, e se reclamar leva duas”.
    Para terminar, os descarregadores de estática que o @aviõesemúsicas tanto ama:

    Abaixo o álbum completo de fotos em alta resolução:

    KC-390

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  • Rogerio Delai 08:54 em 16/05/2017 Link permanente | Resposta  

    Espirito Santo, mais equilíbrio, mais investimento 

    O Espírito Santo está atraindo novos negócios e outros estão sendo ampliados, o que promete gerar 250 empregos para os capixabas. A boa notícia foi divulgada, nesta sexta-feira (27), durante a visita de representantes do Governo do Estado à Indústria Carvalho Cosméticos, ao Centro de Distribuição da Arezzo e às obras do Parque Industrial da PMI (Pacific Market International), em Cariacica.O vice-governador Cesar Colnago; os secretários estaduais Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, e da Fazenda, Paulo Roberto; e o prefeito de Cariacica Juninho, entre outras autoridades, participaram da visita. “Fico muito feliz em visitar esses empreendimentos porque não há política social mais importante do que o desenvolvimento, que gera emprego e renda.

    E é graças ao bom ambiente de negócios capixaba, estimulado pelo Governo do Estado, que o Espírito Santo tem conseguido atrair investimentos mesmo em um cenário de crise”, afirmou o vice-governador.

    Para o secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, a visita de hoje mostra que a estratégia de atrair negócios que movimentem toda a cadeia de logística está no caminho certo e deve render mais frutos. “Com a conclusão das obras da dragagem do Porto de Vitória e do Aeroporto, com o trabalho de desburocratização e de incentivos que estamos fazendo e a nossa infraestrutura logística, acreditamos que mais empresas irão se instalar aqui”, destacou Azevedo, informando que negocia a vinda de cinco novos empreendimentos para o Estado.

    O mais novo negócio a chegar ao Espírito Santo é o Parque Industrial da PMI, que comercializa as marcas Aladdin, Stanley e MiGo, e envolve R$ 8 milhões de investimentos. As obras de construção do parque, localizado no Centro Logístico CODEPE, já começaram e o início da operação está prevista para março deste ano. O espaço terá uma área construída de 10 000 m² e mais 4000 m² de área de manobra. A expectativa da empresa, que participa do programa de incentivos ao desenvolvimento Invest-ES, é criar cerca de 150 empregos.

    Hoje, a PMI detém mais de 130 patentes e lança mais de 100 novos produtos por ano. A empresa tem escritórios em Seattle, Bentonville, Xangai, Shenzen, Manila, Amsterdã, Manaus e no Rio de Janeiro, e está construindo um moderno Parque Industrial de 10.000 m² no Espírito Santo, que será o principal centro de fabricação e montagem de produtos a serem distribuídos para todo o Brasil e exterior. O parque Industrial Capixaba irá distribuir cerca de 1 000 000 itens/mês todas as marcas da PMI (Aladdin/Stanley/MiGo) para o Brasil e exterior.

    O mais novo negócio a chegar ao Espírito Santo é o Parque Industrial da PMI, que comercializa as marcas Aladdin, Stanley e MiGo, e envolve R$ 8 milhões de investimentos. As obras de construção do parque, localizado no Centro Logístico CODEPE, já começaram e o início da operação está prevista para março deste ano. O espaço terá uma área construída de 10 000 m² e mais 4000 m² de área de manobra. A expectativa da empresa, que participa do programa de incentivos ao desenvolvimento Invest-ES, é criar cerca de 150 empregos.

    Hoje, a PMI detém mais de 130 patentes e lança mais de 100 novos produtos por ano. A empresa tem escritórios em Seattle, Bentonville, Xangai, Shenzen, Manila, Amsterdã, Manaus e no Rio de Janeiro, e está construindo um moderno Parque Industrial de 10.000 m² no Espírito Santo, que será o principal centro de fabricação e montagem de produtos a serem distribuídos para todo o Brasil e exterior. O parque Industrial Capixaba irá distribuir cerca de 1 000 000 itens/mês todas as marcas da PMI (Aladdin/Stanley/MiGo) para o Brasil e exterior.

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  • Rogerio Delai 08:58 em 15/02/2017 Link permanente | Resposta
    Tags: Chips   

    Com chips para passaporte e veículos, Ceitec pode alcançar faturamento de R$ 100 milhões 

    Para expandir os negócios, empresa vinculada ao MCTIC planeja a participação nas políticas públicas do governo como o programa Cidades Inteligentes, o Registro Civil Nacional e o Sistema de Identificação Automática de Veículos.

    O Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada – Ceitec S.A – busca alcançar em três anos o faturamento superior a R$ 100 milhões por ano com o mercado de produção de chips para logística, passaporte e identificação pessoal, veicular e de animais. Para alcançar esse objetivo, a empresa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações pretende participar de políticas públicas do governo, como o programa Cidades Inteligentes, o Registro Civil Nacional e o Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav), além da produção dos passaportes brasileiros. Hoje, a empresa atende somente empresas privadas e quer expandir os negócios.

    “Desde o segundo semestre do ano passado a gente tem feito uma série de contatos institucionais para mudar um pouco essa realidade. Fizemos contato com a Casa da Moeda e agora vamos retomar a questão de homologação do passaporte. Estamos em contato com o Exército, o Inmetro, ANTT, governos estaduais e até com concessionárias de rodovias. O objetivo é tentar desenhar uma solução para que a gente comece a exercer esse potencial de venda no mercado público, que é muito grande. A previsão é que em aproximadamente três anos a Ceitec arrecade com esse mercado de chips mais de R$ 100 milhões por ano”, destacou o presidente da Ceitec, Paulo de Tarso Luna.

    Ele explicou que a ideia de começar a produção de chips foi uma decisão estratégica para inserir o país na produção de semicondutores. “O Brasil era o único país do Brics que não tinha essa capacidade. Nós somos altamente deficitários na área de chips, somos grandes importadores. Além disso, trata-se de uma tecnologia habilitadora para uma série de outras tecnologias. Então, a partir do domínio da produção do chip você acaba estimulando uma série de modelos de negócio que são portadores de futuro, como no caso das Cidades Inteligentes e da Internet das Coisas, tecnologias que têm na sua base os chips”, disse.

    Segundo o presidente da Ceitec, hoje, a empresa tem tecnologias que permitem a produção de chips de várias dimensões. “A Ceitec tem um parque fabril que trabalha com tecnologia de 600 nanômetros, mas a gente tem desenvolvido chip para mercado com outras tecnologias. O chip do passaporte que a Ceitec desenvolveu, por exemplo, é de 180 nanômetros. Hoje, estamos habilitados a projetar e desenvolver chips basicamente com todas as tecnologias de mercado”, observou.
    A empresa pública, que fatura R$ 5 milhões por ano, consegue produzir atualmente em torno de 7 milhões de chips por mês. Já foram vendidos até agora 46 milhões de unidades, que são utilizadas para acompanhar itens na produção. No caso do chip do passaporte, que é um pouco mais complexo, a empresa pode produzir 300 mil unidades por mês. “Para os chips de menores dimensões, uma parte é fabricada fora do país, como na Malásia. O projeto é feito aqui, a fabricação é feita fora e a finalização da fabricação é feita aqui, o que inclui toda a parte de teste, afinamento, inicialização de cada chip, verificação de qualidade e corte do chip no silício”, esclareceu.

    Registro Nacional

    Paulo Luna afirmou ainda que a Ceitec investiu bastante nos últimos anos para chegar num nível alto de qualidade dos chips de identificação e vai participar do processo de discussão do Registro Nacional Civil, que também prevê a utilização de biometria, assim como no passaporte brasileiro. O projeto de lei que cria o documento tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. Ele informou que nas próximas semanas entrará em contato com o Tribunal Superior Eleitoral para apresentar as competências da Ceitec, pois o órgão vai fornecer a sua base biométrica para o registro nacional.

    “A gente acredita que a nossa competência demonstrada no caso do passaporte vai nos habilitar a contribuir para esse projeto nacional importante, que tem um potencial de 200 milhões de unidades. Também pretendemos participar do projeto Cidades Inteligentes. Várias dessas tecnologias que a Ceitec já domina podem ser bastante úteis para os prefeitos enfrentarem diversos desafios que eles têm pela frente. Hoje, toda a parte de identificação do cidadão para ter acesso a serviços, carteiras de vacinação e documentos oficiais como alvarás pode se beneficiar do uso de chips para tornar sua autenticidade mais fácil de ser verificada ou para agilizar algum processo de atendimento. Nós já temos soluções de identificação de veículos que são uma grande preocupação das cidades, dado ao grande problema de mobilidade e furto de veículos.”

    Passaporte

    Um dos chips produzidos pela empresa pública, que poderá ser usado nos passaportes brasileiros, recebeu recentemente o certificado de segurança internacional “Commom Criteria”, após passar por uma avaliação rigorosa dos seus mecanismos contra ataques. A demanda surgiu da Casa da Moeda, e o chip foi desenvolvido em quatro anos. Ele funciona da seguinte maneira: a Polícia Federal capta os dados do cidadão e envia para Casa da Moeda, que faz a sua personalização. Esse chip pode gerar em torno de R$ 15 milhões por ano para Ceitec, no segundo ano de implantação. Agora, o presidente Paulo Luna está em negociação com os ministérios das Relações Exteriores, Justiça e Fazenda para implantar o chip nos passaportes brasileiros, que hoje utiliza um chip produzido fora do país.

    “Não se trata apenas de uma discussão operacional, trata-se de uma definição estratégica, porque ao chip do passaporte também estão associadas questões de segurança e de soberania nacional. A questão de se ter um chip próprio para o passaporte é importante, porque hoje nós temos toda uma preocupação com a vulnerabilidade em termos de sigilo de informação”, avaliou.
    O presidente também vai tentar implantar os chips de identificação de veículos no projeto do governo que institui o Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav). Ele ainda não está sendo utilizado nos carros brasileiros por falta de regulamentação. Esse chip é fixado no para-brisa e inibe roubos e furtos, facilita a fiscalização pelos órgãos de trânsito e permite o monitoramento de itinerários, o controle de estacionamento e a cobrança de pedágio. “Algumas empresas testaram e homologaram a solução da Ceitec baseada no Siniav. Estamos novamente entrando em contato com a ANTT e o Denatran para poder retomar esse assunto. Por si só, essa área já seria suficiente para tornar a Ceitec sustentável, dado ao grande volume de veículos.”

    Controle animal

    Outro produto da empresa é o chip de identificação do boi, utilizado para controlar grandes rebanhos. Ele diz como está a saúde do boi com dados sobre vacinação, peso, idade e tipo de ração de cada animal específico. Como a identificação de cada animal é obtida diretamente do chip com o uso de um leitor RFID, o risco de erro é menor. Os dados são transmitidos com o uso de comunicação sem fio. O chip também facilita o controle sanitário, pois permite um acompanhamento mais preciso de cada animal, possibilitando a criação de cinturões sanitários menores em caso de doenças, como por exemplo, a febre aftosa. Além disso, vários mercados compram carne apenas de animais identificados e rastreados eletronicamente, com substancial vantagem do preço de venda para o criador. Nesta semana, o presidente vai apresentar o chip no I Fórum dos Governadores do Brasil Central, que acontecerá em Goiânia (GO).

    Já o chip de logística é utilizado para controle de estoque de lojas e supermercados, identificação de itens e mercadorias, rastreamento de produtos e no mobiliário urbano, postes de iluminação, academias públicas, parques infantis, placas de sinalização, entre outros. Esse chip foi o primeiro no hemisfério sul a ser aprovado pelo programa GS1 EPCglobal Hardware Certification, que certificou apenas 10 chips em todo mundo.

    “Vamos pegar o caso do Exército, por exemplo, que recebeu um carregamento com 40 mil pares de sapato. Alguém tem que conferir isso e do ponto de vista tradicional isso seria feito abrindo cada caixa, verificando o tamanho de cada par de sapatos e anotando no papel. No caso de cada item estar com chip, você vai passar no portal, ele vai ler as informações e imediatamente você já vai saber tudo o que tem naquele carregamento. Algo que demoraria vários dias pode ser feito em segundos. No caso de inventários de empresas e instituições, a pessoa entra numa sala com um leitor, aperta o leitor e, automaticamente, sabe todo o patrimônio que está naquela sala, ao invés de ter que olhar cada um, procurar a plaquinha de identificação e anotar o número”, explicou.

    Paulo Luna acredita que os chips personalizados serão uma tendência muito forte nos próximos anos, sobretudo pelo avanço da Internet das Coisas. Entre os benefícios estão o design diferenciado, a possibilidade de melhorias ou novas funcionalidades aumentando o potencial de agregação de valor e de inovação, a redução do custo de operação pela dimensão reduzida do chip, que consome menos energia, além de um único chip poder substituir vários componentes, diminuindo o custo total do produto.

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