"Todos nós somos latinos americanos"

6 utilidades das fezes e urina no Império Romano

em pensar muito, liste, pelo menos, três utilidades da urina e das fezes humanas. É, nada muito concreto vem à mente. A verdade é que mal sabemos o que acontece com nossos dejetos depois que pressionamos o botão da descarga. Os romanos, ao contrário de nós, sabiam muito bem o que e como fazer para aproveitar seus excrementos. Confira:

1 – Limpar os dentes

Depois de um bom tempo, a urina se decompõe em amônia, que é um produto com grande capacidade de limpeza. Diversos autores romanos, como Catullus, atestaram que pessoas usavam urina humana e animal como enxaguante bucal para ajudar a limpar os dentes.

2 – Cultivar plantas deliciosas

A urina também contém nitrogênio e fósforo, compostos muito úteis no cultivo de vegetais. O autor romano Columella escreveu que urina de pessoas idosas erem usadas com sucesso no cultivo de romãs mais saborosas e deliciosas do que as que não recebiam a urina.

3 – Deixar togas mais brilhantes e coloridas

A amônia da urina também era usada para limpar togas num lugar chamado fullo. A primeira etapa do processo de limpeza se resumia a uma pessoa saltando nas togas, que ficavam dentro de tanques cheios de urina, como máquinas de lavar humanas. No segundo estágio, pó e cinzas eram adicionados ao processo. Por mais estranho que pareça, todas as substâncias contribuíam para dissolver a sujeira acumulada nas togas, deixando-as mais brilhantes.

4 – Curar animais feridos

O autor Columella também escreveu sobre as propriedades curativas da urina humana em animais. De acordo com ele, ovelhas com problemas no estômago bebiam urina, enquanto as que tinham doenças pulmonares recebiam urina em suas vias nasais. Colmeias que apresentassem alguma patologia eram banhadas com urina. Por fim, gripes aviárias eram combatidas com urina quente sendo colocada no bico das aves.

5 – Bronzeamento

O povo romano frequentemente usava urina e fezes humanas e caninas para curtir couro. Um banho em urina ajudava a remover os pelos e as bactérias presentes nas fezes amoleciam o couro.

6 – Fertilização do solo

O uso de fezes e urina na agricultura era tão grande no Império Romano, que havia a profissão de stercorarii (coletores de fezes). Os agricultores que desejassem usar dejetos em seus campos precisavam pagar uma taxa ao governo, inventada pelo imperador Vespasiano. A ação do governante é tão famosa, que os mictórios públicos são chamados até hoje de vespasiani na Itália e de vespasiennes na França.

Quanto ao ato de fertilizar o solo, o historiador romano Suetônio relata que os cientistas da época acreditavam que as fezes eram ricas em nitratos, fósforo e potássio, substâncias que beneficiavam o solo em pequena quantidade, mas que podiam causar doenças em grandes quantidades.

Fonte: Galileu

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