"Todos nós somos latinos americanos"

Padres pegam em armas para enfrentar Holandeses na Bahia

Quando os padres torna-se guerreiros – a versão folclórica

Os holandeses investiram força total naquele 09 de maio de 1624. Ao comando do temível Jacob Willekens, os navios entraram na Baía de Todos os Santos tacando fogo no que vissem pela frente.
Assustados com o poderio inimigo, diversos militares portugueses meteram o pé. A defesa na cidade era incapaz de frear a tropa rival. O governador Diogo de Mendonça até tentou uma negociação com os holandeses, mas foi logo rendido e enviado para Amsterdam.

Tudo parecia perdido. Foi então que entraram em jogo os católicos, preocupados com o interesse holandês de trazer o protestantismo pro Brasil – além de quererem tomar a produção de cana de açúcar.
Os padres tiveram que trocar as batinas por armas. Os padres tiveram que se organizar para frear o avanço dos oponentes – enquanto clamavam por socorro ao Vaticano, a Portugal e a Espanha, que controlou a então capital brasileira na União Ibérica.

Acima, Ataque de Salvador, tela do pintor flamengo Andries van Eertvelt, cerca de 1624, acervo do National Maritime Museum, Greenwich. Retrata a batalha naval na Baía de Todos os Santos para a tomada da Cidade. O navio do holandês Piet Hein está embaixo, à direita.

Quando os padres torna-se guerreiros – a versão histórica

Em 09 de maio de 1624, uma esquadra de 26 navios e cerca de 3.400 holandeses comandados Jacob Willekens, chegaram a Bahia.

Aportaram na Barra. Após alvejar os canhões da Ponta do Padrão, os holandeses seguiram para o centro da Cidade.

O Governador do Brasil Diogo de Mendonça Furtado foi aprisionado na Casa do Governo, onde assinou sua rendição em 10 de maio de 1624. Foi levado prisioneiro para a Holanda, junto com seu filho, e libertado em 1626.

O Bispo D. Marcos Teixeira de Mendonça e o Clero secular da Diocese de São Salvador da Bahia refugiaram-se em Abrantes (atual distrito de Camaçari). As igrejas de Salvador foram profanadas e muito danificadas pelos invasores.

Em 27 de março de 1625, Salvador foi retomada por uma armada luso-espanhola de mais de 50 navios, comandada pelo almirante espanhol Fadrique de Toledo y Osorio. Foram mais de 40 dias de batalha e, em 1º de maio, houve a primeira rendição.

Salvador foi fortemente bombardeada pelos holandeses, com muitos prejuízos para a Cidade.

Outras tentativas de invasão dos holandeses foram registradas na Bahia, mas não foram bem sucedidas.

Na impossibilidade de dominar a capital do Brasil, os holandeses estabeleceram-se em Pernambuco e estenderam seus domínios por grande parte do Nordeste até serem expulsos do Brasil, em 1654.

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